"Durch Berlin mit der Linie 100".
Exposição detalhada de um projeto na área de Landeskunde.
Natália Corrêa Porto Sanches Fadel, IEBA/UNESP/USP1
RESUMO: O projeto “Durch Berlin mit der Linie 100” foi realizado em um Instituto de língua alemã em Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, bem como em uma universidade pública em Araraquara para alunos de Letras.
A partir de nossa experiência com os alunos, observamos o pouco conhecimento dos mesmos acerca dessa cidade alemã tão importante, cidade - símbolo do século 20. Assim, este projeto foi desenvolvido com o intuito de aproximar os alunos da capital da Alemanha a partir da reprodução da linha de ônibus 100. Os alunos foram convidados ao primeiro contato com Berlim, para, então, posteriormente, aprofundarem seus conhecimentos.
Palavras-chave: Berlim, linha 100, Landeskunde, Alemão como língua estrangeira.
O projeto, intitulado “Durch Berlin mit der Linie 100”, foi desenvolvido com o intuito de aproximar os alunos daquela que seria talvez a cidade mais importante de se conhecer na Alemanha, Berlim. Ora, Berlim não apenas se trata da capital desse país, mais do que isso, é considerada a cidade-símbolo do século XX, já que foi palco dos maiores acontecimentos históricos desse século, como a Segunda Guerra Mundial, a ascensão e queda do Comunismo na Europa Ocidental, e com sua queda, o final da Guerra Fria. Além disso, muitos de nossos alunos vêem na Alemanha boas oportunidades de aperfeiçoar seus estudos, apresentando Berlim, neste sentido, um grande leque de oportunidades.
Tivemos a possibilidade de desenvolver esse projeto em duas oportunidades distintas: durante a “Semana introdutória” que inicia o semestre no Instituto de Ensino Brasil-Alemanha, em Ribeirão Preto, bem como no curso intensivo de férias para os alunos do curso de Letras da UNESP- Universidade Estadual Paulista campus de Araraquara, realizado pela APPA- Associação Paulista de Professores de Alemão- em parceria com a universidade. Por “Semana Introdutória”, entende-se a primeira semana de aulas dos cursos extensivos oferecidos durante o primeiro e segundo semestres do ano. A iniciativa de tal semana extraordinária visa proporcionar a todos os alunos a aproximação cultural com a Alemanha, sendo apresentados a cada semestre diversos aspectos culturais do país, como as festas típicas, as músicas, fatos históricos, cidades, costumes, etc.
No tocante aos estudantes de Letras, é importante mencionar que, embora detenham um conhecimento significativamente mais amplo acerca da Alemanha, e, conquentemente, de Berlim, em relação aos alunos regulares do curso de língua, notamos, durante o curso, que pouco sabiam a respeito das atividades culturais e dos pontos históricos de Berlim. Além disso, julgamos ser uma experiência motivante para estes alunos que, em sua maioria, sonham em conhecer a Alemanha e com isso poderem se aproximar um pouco mais do país de origem da língua a qual dedicam sua formação.
O conceito de Landeskunde e sua importância
Acreditamos ser de fundamental importância a integração de aspectos culturais e de civilização (Landeskunde) ao ensino de língua estrageira, já que aqueles não podem ser dissociados desta:
Learning a language is much more than studying grammar and vocabulary, learing how to ask for directions, how to read a train schedule or reading and interpreting literature; it is also learning about what makes people “tick”- and not just those that speak the language you study. What makes people “tickt” is influenced by many variables: their sex, socio-economic history and present circumstance, their cultural background, and, of course, many individual factors. All above factors are interacting at all times. In the context of the language classroom, however, cultural background is the one to examine most closely. (BEHAL-THOMSEN et alli. 1993, 5)
De maneira sucinta, podemos distinguir três formas de integração dos aspectos culturais e de civilização (Landeskunde) ao ensino de alemão como língua estrangeira, isto é, à partir do Princípio Cognitivo (Kognitiver Ansatz), Princípio Comunicativo (Kommunikativer Ansatz) e Princípio Intercultural (Interkultureller Ansatz/ kulturbezogenes Lernen).
Nosso projeto tem suas bases no Princípio Comunicativo, já que por meio dele nossos alunos tiveram a oportunidade de experienciar a cidade de Berlim à distância não apenas de forma passiva, mas ativa, de maneira que o projeto, como um todo e em suas diversas fases, propiciou aos alunos situações de troca, imperando a comunicação entre eles:
Die Landeskunde ist im kommunikativen Fremdsprachenunterricht sowohl informations- als auch handlungsbezogen konzipiert und soll in beiden Fällen vor allem das Gelingen sprachlicher Handlungen im Alltag und das Verstehen alltagskultureller Phänomene unterstützen[…] Die Landeskunde hat in diesem Ansatz einen dienende Funktion. Die Lernziele beziehen sich vor allem auf Handlungsfähigkeit in der Zielkultur und Einstellungen gegenüber der Zielkultur. (PAULDRACH: 1992, 7)
No entanto, há também elementos do Princípio Intercultural de maneira indireta, uma vez que, embora não tenha sido planejada nenhuma atividade direta com o objetivo de proporcionar aos alunos um momento de reflexão acerca de sua própria cultura a partir do olhar sobre o outro, bem como da cultura da língua-alvo, a reflexão deu-se naturalmente, como pudemos observar durante as aulas por meio de comentários dos alunos entre si e questinamentos dirigidos à professora. Tal fenômeno deveria mesmo ser esperado, já que estamos em constante processo de comparação do novo com o já conhecido, mas é necessário esclarecer que esse não foi um objetivo pré-estabelecido.
O Projeto
Optamos partir da linha de ônibus 100 de Berlim como cerne deste projeto porque acreditamos que assim conseguiríamos reproduzir em aula um primeiro olhar rápido e apelativo sobre a cidade, para mais adiante aprofundarmo-nos em cada detalhe relevante aos nossos objetivos. Por meio da linha 100 podemos ver vários dos maiores pontos turísticos da cidade a partir de um ônibus circular normal, dentro do qual nos deparamos com grande a pluralidade que, de certa maneira, traduz o espírito da cidade: turistas, estrangeiros que vivem em Berlim e alemães.
Primeiramente foram selecionados alguns pontos turísticos- das Sony Center am Potsdamer Platz, der Fernsehturm am Alexanderplatz, die Gedächtniskirche, die Humboldt Universität, das Haus der Kultur, der Bundestag, das Bundeskanzleramt, das Brandenburger Tor-, cujas fotos deveriam ser ordenanadas aos seus respectivos nomes pelos alunos. No que se refere ao uso de fotos, julgamos serem elementos importantes no ensino de línguas estrangeiras, já que o elemento visual é bastante apelativo, o que desencadeia um processo de identificação ou não como o tema, ativando a percepção do aluno, bem como ajuda a aguçar a curiosidade dos alunos em relação ao tema e prepara-os para a atividade a seguir. Além disso, por meio do uso de fotos, os alunos são naturalmente convidados a tirarem suas próprias conclusões acerca do tema:
Die Fotografie hat seit vielen Jahren einen elementaren Stellenwert im fremdsprachlichen Unterricht, denn moderne Lehrwerke zum Beispiel arbeiten mit der Fotografie als einem zentralen Medium. Optisch aufbereitet und bildlich unterstützt kann der Lernprozess motivierender, lustvoller und vor allem auch authentischer und effektiver gestaltet werden. […] Fotos lösen unterschiedliche individuelle Reaktionen und Assoziationen aus, die nicht objektiv erfassbar sind. Aber gerade das subjektive Element der Interpretation gibt Schüler die Möglichkeit, sich selbst aktiv und engagiert in den Unterricht einzubringen. (WICKE: 2000, 107-8)
Ao final da atividade com as fotos, os alunos eram, então, convidados a fazer um “tour” pela escola, ou, no caso de Araraquara, pela sala de aula. Em cada “ponto de ônibus” haviam fotos e textos curtos retirados da internet com informações acerca daquele lugar. Os alunos tinham a liberdade de escolher onde gostariam de “descer do ônibus”, ou melhor, sobre qual lugar gostariam de saber mais a respeito. Assim como no ônibus, eles tinham a chance de circular o quanto quisessem, e, durante a “viagem”, trocavam exepriências ou curiosidades.
Objetivos e fases do projeto
Para a elaboração das fases e objetivos deste projeto, partimos do modelo de aula de abordagem comunicativa estabelecido por Gehard Neuner. Assim, o projeto apresenta uma seqüencia de fases e subfases que respeitam a seguinte ordem estabelecida por Neuner, a saber, Fase de apresentação (A), Exercícios reprodutivos (B), Exercídios reprodutivos-produtivos (C) e Fase de manifestação livre ou produção (D).
A seguir, os objetivos gerais do projeto em questão:
- Objetivo pragmático: Os alunos conseguem contar/ conversar sobre alguns pontos turísticos de Berlim escolhidos, bem como sobre alguns aspectos da história da cidade.
- Objetivo afetivo: Os alunos têm a chance de desenvolver e/ou manifestar suas concepções acerca da cidade apresentada e também de estabelecer comparações com cidades no Brasil.
- Objetivo cognitivo: Os alunos passam a conhecer mais sobre alguns aspectos históricos importantes de Berlim a partir do reconhecimento de alguns dos principais pontos turísticos.
É importante dizer ainda que, no que se refere ao nível dos alunos, tivemos que fazer uma seleção de atividades que variavam entre os níveis A 2 ao B1, uma vez que o público esperado provinha de níveis diferentes. No caso do instituto de línguas, a Semana Introdutória é aberta a todos os alunos, enquanto que na universidade, particparam do curso alunos do segundo e terceiro ano do curso de Letras. Reconhecemos que tal situação está longe de ser a ideal, mas cremos ser necessário encararmos a realidade de nossa sala-de-aula e de nosso público e procurarmos tornar o ensino o melhor possível dentro das dadas condições.
Do ponto de vista do número de alunos, tivemos 20 na universidade em Araraquara e, ao longo da Semana Introdutória, em torno de 15 alunos no instituto em Ribeirão Preto, dentre os quais participaram estudantes e adultos.
Para a realização de todas as atividades foram necessárias 3 UE (Unterrichtseinheiten), isto é, 3 aulas de 45 minutos.
Fase introdutória
Atividade do aluno |
Forma de trabalho |
material |
Atividade do Professor |
Min. |
1) Os alunos reagem ao estímulo do professor |
1) O grupo todo/ (Plenum) |
- |
1) O professor pergunta aos alunos o que eles conhecem sobre Berlim e inicia um associograma na lousa. |
4’ |
2) Os alunos ordenam as fotos de pontos turísticos de Berlim e seus respectivos nomes |
2)Grupos pequenos |
2) Fotos de pontos turísticos de Berlim que aparecem na linha 100 |
2) O professor orienta os alunos qunato à atividade. |
3’ |
3) Os alunos se levantam e passeiam ao longo da linha de ônibus 100. Com isso, corrigem a atividade realizada anteriormente com as fotos. |
3) O Grupo todo/ grupos pequenos |
3) Painel reproduzindo a linha de ônibus 100. Fotos dos pontos turísticos. Pequenos textos informativos retirados da internet. |
3) O professor orienta os alunos a “passearem” pela classe/ pelo instituto e fica à disposição para eventuais perguntas. |
10’ |
Apresentação
Atividade do aluno |
Forma de trabalho |
Material |
Atividade do Professor |
Min |
1) Os alunos assistem ao vídeo. |
1) Todos juntos- Plenum |
1) Vídeo: Hallo aus Berlin- Capítulo 10 |
1) O professor explica que irão assistir a um vídeo no qual alguns jovens alemães que moram em Berlim fazem um passeio pela cidade de ônibus e apresentam os seguintes lugares: Die Gedächtniskirche, Kreuzberg, Ku´damm e Die Berliner Mauer. |
20’ |
2) Os alunos lêem o texto seletivamente (Selektiveslesen)e depois comparam suas respostas com o colega. |
2) Sozinho/ em pares. |
2) Texto: „Kreuzberg.“ Berlin- Eine akustische Reise. Cornelsen Verlag. |
2) O professor orienta a atividade e circula pela sala para ajudar em eventuais dúvidas. |
8’ |
3) Os alunos assitem ao vídeo e ordenam as figuras de acordo com que aparecem. Depois do vídeo, eles ordenam os textos correspondentes às figuras. Por fim, assistem ao vídeo novamente para controle da atividade. |
3) Em pares. |
3) Vídeo- Redaktion D- Capítulo 12: „Kunst und Kultur in Berlin.“ |
3) O professor orienta a atividade e circula pela sala para ajudar em eventuais dúvidas. |
10’ |
4) Os alunos ordenam os parágrafos do texto (detaliertes Lesen). Depois, devem controlar a atividade a partir da linha do tempo que contém as datas com acontecimentos importantes. A seguir, devem ordenar as figuras correspondentes a cada momento da história de Potsdamer Platz. |
4) Em pares |
4) Texto adaptado:“Der Potsdamer Platz”.Optimal A2- Langenscheidt. |
4) O professor orienta a atividade e circula pela sala para ajudar em eventuais dúvidas. |
10’ |
5) Os alunos tentam responder ao teste de conhecimentos gerais sobre a história de Berlim. A seguir assistem ao vídeo duas vezes para controle. |
5) Em pares. |
5)Vídeo e folha de atividade: Redaktion D- Capítulo 11: “Berlin Quiz- Geschichte.” |
5) O professor orienta a atividade e circula pela sala para ajudar em eventuais dúvidas. |
15’ |
6) Os alunos lêem o texto e respondem os exercícios que na seqüência exigem leitura global, seletiva e detalhada do texto. |
6) Sozinhos/ em grupos de três para controle. |
6) Texto: „Das Brandenburger Tor.“ Studio D B1. Cornelsen Verlag. |
6) O professor orienta a atividade e circula pela sala para ajudar em eventuais dúvidas. |
25’ |
Produção
Atividade do aluno |
Forma de trabalho |
material |
Atividade do Professor |
Min |
1) Os alunos reagem ao estímulo do professor, uma vez que a partir do nível A2 já devem ter conhecimento do conteúdo perguntado. |
1) Todos juntos/ Plenum |
|
1) O professor expõe a seguinte situação à classe: “Estamos em Berlim e precisamos encontrar o Portal de Brandemburgo. Como poderíamos perguntar?” O professor escreve na lousa as sugestões dos alunos. A seguir, o professor pergunta à classe, como seriam as possíveis respostas. |
5’ |
2) Os alunos simulam um diálogo oral perguntando sobre o caminho para onde desejarem ir. |
2) Em pares. |
2) Mapa do centro de Berlim contendo o nome dos principais pontos turísticos. |
2) O professor circula pela classe e se dispõe a ajudar os alunos quando necessário. |
5’ |
3) Os alunos escrevem um email para o professor contando como foi a primeira viagem a Berlim. |
3) Sozinhos |
email, internet |
3) O professor orienta os alunos que devem escrever um email como tarefa. Nesse email, os alunos devem escrever sobre suas primeiras impressões sobre a cidade e o que acharam interessante, seja do ponto de vista turístico, ou histórico. |
20’ |
Considerações Finais
Procuramos proporcionar a alunos brasileiros do interior do Estado de São Paulo a aproximação com a cultura alemã. Para tal feito, escolhemos como ponto de partida a cidade de Berlim, cidade que, para nós, representaria não apenas a história moderna da Alemanha e mundial, como também seria, de certa forma, modelo de cidade no que se refere à pluralidade de povos, culturas e costumes. Desse modo, apresentamos aos alunos não só uma Berlim histórica, como moderna, atual, que encerra em si parte da realidade da Alemanha de hoje. Tal imagem faz-se importante para nossos alunos, já que ainda hoje o país carrega o estigma nazista que culmina na imagem negativa do mesmo, algo que certamente promove dificuldade de integração e, muitas vezes, repulsa, gerando barreiras no aprendizado da língua alemã. Nas palavras de Rainer Wicke,
Der Fremdsprachunterricht muss sich bemühen, den Schüler durch die Erfahrung anderer Kulturkreise Gelegenheit zu geben, im Vergleich mit der Zielkultur die Werte ein kritisches Bewusstsein, indem sie beide Länder miteinander vergleichen, unterschiede abwägen, Gemeinsamkeiten entdecken und vor allem auch aus dieser Auseinandersetzung lernen, das Fremde als etwas „anderes“ zu akzeptieren. Toleranz, Verständnis, Einfühlungsvermögen in andere Gesellschaften und Flexibilität, die ebenfalls aus einem solchen schülerorientierten Fremdsprachenunterricht resultieren können, tragen sicherlich auch zur internationalen Völkerverständigung bei. (1993, 33)
Referências Bibliográficas
?. Kreuzberg. In: Berlin- eine akustische Reise. Unterrichtsideen und Kopiervorlagen. Berlim: Cornelsen Verlag, 2007.p.8.
ALT, L. (Org). Unser Berlim. In: Hallo aus Berlin. São Paulo: Instituto Goethe, 1997.
BEHAL- THOMSEN,H. et alli. Typisch deutsch? Arbeitsbuch zu Aspekten deutscher Mentalität. Berlim: Langenscheidt, 1993.
BOOM, Rüdiger van den. Welches Deutschland Bild soll es denn sein? Landeskundliche Videos im Deutsch als Fremdsprache- Unterricht im Ausland. In: BARKOWSKI, H.; WOLFF, A. (Org.) Materialien Deutsch als Fremdsprache. Regensburg: Fachverband Deutsch als Fremdsprache. V.52, 1999. p. 407- 415.
FUNK, H. et alli. Das Brandenburger Tor im Zentrum der deutschen Geschichte. In: Studio D B1- Kurs- und Übungsbuch. Berlim: Cornelsen Verlag, 2007. p. 16-17.
MÜLLER, M. et alli. Berliner Luft. An der Mauer. In: Optmal A2- Lehrbuch. Berlim: Langenscheidt, 2005. p.38-9.
NEUNER, G. Übungstypologie zum kommunikativen Deutschunterricht. Berlim: Langenscheidt, 1994.
PAULDRACH, A. Eine unendliche Geschichte. Anmerkungen zur Situation der Landeskunde in den 90er Jahren. In: Fremdsprache Deutsch. 6 Landeskunde. Munique: Klett, 1992. p.4- 15.
SCHMITZ, H. et alli. Kunst und Kultur in der Hauptstadt. In: Redaktion D. Das Begleitbuch zum Film. Munique: Goethe Inter Nationes, 2002.p. 150.
___ Berlin-Quiz. In: Redaktion D. Lehrerhandreichungen und Arbeitsblätter für den Unterricht. Munique: Goethe Inter Nationes, 2002.p.95
WIECKE, Rainer- E. Aktive Schüler lernen besser. Munique: Klett, 1993.
___. Grenzüberschreitungen. Munique : Iudicium, 2000.
1E-mail: natifadel@hotmail.com

